5 cuidados cardíacos essenciais antes de começar a treinar pela manhã
Quem treina pela manhã, sabe o quanto se movimentar neste horário dá a sensação de que o dia irá render e muito. Mas, depois de horas de repouso, o organismo precisa de alguns minutos para sair do estado de descanso e se adaptar ao esforço físico.
Começar um exercício intenso de forma abrupta, especialmente sem considerar hidratação, alimentação e condicionamento, pode provocar respostas cardiovasculares importantes, como aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.
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Isso não significa que treinar pela manhã seja um problema. Pelo contrário: a atividade física regular é uma das estratégias importantes para a prevenção cardiovascular. A questão está em como o exercício começa e em respeitar as características de cada organismo.
Segundo o cardiologista Marcelo Bergamo, alguns cuidados simples podem fazer diferença para quem gosta de colocar o corpo em movimento logo cedo.
“O exercício faz muito bem ao coração, mas não é interessante sair da cama e exigir o máximo do organismo imediatamente. O corpo passou horas em repouso e precisa de uma transição gradual para o esforço. Pequenos cuidados antes, durante e depois do treino ajudam a tornar essa prática mais segura”, explica.
Hidrate-se antes do primeiro passo
Depois de uma noite de sono, é importante começar o dia repondo líquidos. A recomendação é beber água antes de sair para treinar, sem esperar a sede aparecer. Para muitas pessoas, algo entre 300 e 500 ml pode ser uma referência prática, mas a necessidade varia conforme o indivíduo, temperatura, duração e intensidade do exercício.
“A hidratação adequada ajuda a manter o volume de sangue e o funcionamento normal do sistema cardiovascular durante o exercício. Não existe vantagem em começar o treino já desidratado”, orienta Bergamo.
Aqueça por pelo menos 10 minutos
O coração não tem um botão de ligar e desligar. Sair do repouso diretamente para uma corrida, uma subida ou um treino de alta intensidade exige uma adaptação rápida do sistema cardiovascular.
Por isso, começar com caminhada leve e aumentar progressivamente o ritmo é uma estratégia simples para preparar o organismo. Movimentos dinâmicos também podem fazer parte desse momento inicial.
“O aquecimento permite que frequência cardíaca, circulação, respiração e musculatura aumentem a demanda de maneira progressiva. É diferente de sair do repouso diretamente para o esforço máximo”, explica o cardiologista.
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Não transforme o treino em jejum em uma regra
Treinar sem comer não é necessariamente prejudicial para todas as pessoas, mas também não é uma obrigação para quem quer se exercitar pela manhã. A tolerância ao exercício em jejum varia de acordo com o indivíduo, o tipo de atividade, a intensidade e o tempo de treino.
Para quem sente fraqueza ou desconforto ao treinar de estômago vazio, uma pequena refeição pode ajudar. Banana, iogurte, uma fatia de pão integral ou outra opção de fácil digestão podem ser alternativas, especialmente quando consumidas com alguma antecedência.
“Não existe uma regra única de que todo mundo precisa comer antes de treinar ou de que todo mundo deve treinar em jejum. O importante é observar como o organismo responde e evitar começar um exercício intenso se você já estiver se sentindo fraco, indisposto ou sem energia”, afirma Bergamo.
Ouça o corpo, não apenas a planilha
Cumprir a meta estabelecida no aplicativo ou no relógio não deve ser mais importante do que os sinais do próprio organismo. Palpitações incomuns, tontura, falta de ar desproporcional ao esforço, dor ou pressão no peito e mal-estar são sinais para reduzir a intensidade ou interromper a atividade e buscar avaliação quando necessário.
“A frequência cardíaca é uma informação importante, mas não é o único parâmetro. O corpo dá sinais. Se aquele treino que normalmente seria confortável passa a provocar tontura, palpitação intensa, falta de ar fora do habitual ou dor no peito, não é hora de insistir para cumprir a planilha”, destaca o cardiologista.
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Faça a recuperação também fazer parte do treino
O cuidado com o coração não termina quando o exercício acaba. Depois da atividade, especialmente após treinos mais longos ou intensos, é importante repor líquidos e fazer uma alimentação adequada. Uma combinação de proteína e carboidrato pode contribuir para a recuperação muscular e a reposição de energia.
O horário exato da refeição não precisa ser tratado como uma regra rígida para todas as pessoas. O mais importante é considerar a duração e a intensidade do exercício, além da rotina alimentar de cada indivíduo.
“Recuperação também faz parte do exercício. Hidratar-se e ter uma alimentação equilibrada depois do treino ajudam o organismo a retornar ao equilíbrio e favorecem a recuperação. O cuidado cardiovascular deve ser pensado como um processo, e não apenas como os minutos em que estamos fazendo atividade física”, conclui Marcelo Bergamo.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de boaforma.abril.com.br.