Caminhada, corrida ou musculação: qual exercício realmente protege as articulações?
Caminhada, corrida e musculação são modalidades que trabalham o corpo de formas e que, quando realizadas de acordo com as condições e os limites de cada pessoa, podem trazer benefícios interessantes à questão articular.
A escolha entre as modalidades deve levar em consideração uma série de fatores, entre eles, condicionamento físico, histórico de lesões e objetivos de cada praticante.
A caminhada, por exemplo, consiste em uma atividade mais leve e que pode ser uma boa alternativa para iniciantes. Já a corrida tende a exigir uma adaptação maior do corpo.
“A musculação, por sua vez, ajuda a fortalecer os músculos que dão sustentação ao corpo e, consequentemente, podem ajudar a diminuir a sobrecarga nas articulações”, completa Carlos Andreoli, ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Caminhada, corrida e musculação: como cada uma age na articulação?
Caminhada
Por ser considerada mais leve, a caminhada é uma modalidade que pode ser interessante para quem está começando a adotar um estilo de vida mais ativo ou voltando à se movimentar depois de um período parado. Seus benefícios incluem o trabalho da musculatura das pernas e a manutenção da saúde articular.
Corrida
A corrida é uma atividade que envolve mais impacto, no entanto, isso não quer dizer que ela é uma “inimiga” das articulações. O problema está principalmente quando há um aumento de distância, velocidade ou frequência de treinos de um jeito muito brusco, sem que o corpo esteja realmente preparado para encarar uma maior intensidade. O ideal é respeitar os próprios limites, realizar uma evolução gradual e investir em um fortalecimento adequado.
Musculação
A prática auxilia no fortalecimento dos músculos responsáveis pela sustentação e pelo movimento do corpo, o que faz toda a diferença para a estabilidade e para a proteção das articulações no dia a dia.
“Quando fortalecemos a musculatura, melhoramos a sustentação do corpo e a forma como ele se movimenta. Isso é importante tanto para quem pratica esportes quanto para quem quer realizar as atividades do dia a dia com mais segurança. Mas o fortalecimento precisa ser adequado para cada pessoa, principalmente quando existe alguma dor ou lesão”, afirma Andreoli.
Afinal, qual o melhor exercício para as articulações?
Em vez de pensar em qual é o melhor exercício para as articulações e em qual deve ser escolhido, é interessante ter em mente como as diferentes atividades podem se complementar.
A decisão sobre qual atividade praticar deve acontecer com base em alguns detalhes, como os objetivos, as possíveis limitações, as condições físicas e até mesmo as preferências pessoais. É fundamental encontrar uma rotina que possa ser mantida com regularidade.
Uma pessoa pode caminhar ou correr para trabalhar o condicionamento e fazer musculação para conquistar hipertrofia.
É crucial ressaltar que perceber algum cansaço muscular após o exercício pode ser normal, porém incômodos fortes ou persistentes jamais devem ser ignorados.
“O exercício deve ser uma ferramenta para melhorar a qualidade de vida, e não uma fonte constante de dor. É importante começar de acordo com o nível atual de condicionamento e aumentar a dificuldade aos poucos. Quando a pessoa já tem uma lesão, sente dor frequente ou está voltando a praticar exercícios depois de muito tempo, uma avaliação médica pode ajudar a entender quais atividades são mais adequadas”, orienta o ortopedista.
A combinação ideal
Para quem quer cuidar das articulações e, ao mesmo tempo, melhorar o condicionamento e a força, uma estratégia que pode ser recomendada é a combinação de diferentes modalidades. Caminhada ou corrida podem fazer parte do cotidiano para se manter ativo, enquanto os treinos de musculação agem no fortalecimento.
“Mais do que procurar o exercício perfeito, é importante encontrar uma rotina que faça sentido para a pessoa e que ela consiga manter. A regularidade, o aumento gradual da intensidade e o respeito aos sinais do corpo são fundamentais. Cuidar das articulações não significa evitar movimentos, mas preparar o corpo para realizá-los melhor”, conclui Carlos Andreoli.
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de boaforma.abril.com.br.